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Conectados e expostos

Oi, pessoal!

Vocês estão bem?? Por aqui, chuva, frio, café na mão.... Bora para mais um texto sobre segurança? Afinal a tecnologia resolveu inúmeros problemas, agilizou tarefas operacionais e aproximou pessoas que estão distantes. Entretanto, também esconde vulnerabilidades que nem sempre percebemos. Quero compartilhar dois “causos” que ilustram bem isso.

O primeiro aconteceu dias após os ataques dos EUA e Israel ao Irã. O presidente francês, Emmanuel Macron, ordenou:

“Diante dessa situação instável e das incertezas dos próximos dias, determinei que o porta-aviões Charles de Gaulle, seus recursos aéreos e sua escolta de fragatas se dirigissem para o Mediterrâneo.”

No dia 3 de março, duas semanas depois dos ataques, um militar a bordo do porta-aviões francês resolveu correr 7 km dentro da embarcação sem desativar o smartwatch. Ele publicou o treino em um aplicativo de corrida (1) que compartilha localização com todos os usuários. Resultado: a posição estratégica do porta-aviões ficou exposta, revelando que estava a noroeste do Chipre, a cerca de 100 km da costa turca. Um simples aplicativo colocou em risco toda uma estratégia militar.

#ParaTodos: A imagem mostra o interior de uma sala de estar.A cena é composta por vários dispositivos eletrônicos inteligentes que parecem estar coletando e expondo dados. Os dispositivos são: No centro da sala, um robô aspirador de pó está no chão e exibe as palavras "enviando mapa da casa... dados wifi: 'rede_casa_123' / senha: 123deoliveira4". À direita do aspirador, há um assistente virtual  que emite códigos e textos, como endereços de e-mail repetidos: "'maria.silva89@email.com'".Ao fundo da sala, uma televisão está ligada em um console branco. A tela da TV exibe um feed de webcam desfocado da própria sala de estar e a legenda: "webcam ao vivo: dados de visualização públicos". No lado esquerdo, sobre uma mesa lateral, há um smartwatch que exibe um mapa com a localização: "rua augusta, 1500" e a informação: "ritmo cardíaco: 76 BPM (transmitindo)". Sobre a mesa de centro, há uma caneca de café e um bilhete manuscrito com a anotação: "senhas importantes: 12345 (não esquecer!)". No canto superior direito, uma câmera de segurança está montada na parede com uma luz vermelha brilhante e uma seta projetada com a descrição: "feed de video arquivado".

O segundo caso envolve o engenheiro Sammy Azdoufal, especialista em inteligência artificial. No início de 2026, ele decidiu controlar seu robô aspirador com o joystick do PlayStation 5. Utilizando ferramentas de IA, conseguiu acessar a comunicação do aparelho com o servidor da DJI (2) e, a partir daí, invadiu 7.000 robôs aspiradores em 24 países. Obteve números de série, níveis de bateria, mapas detalhados das casas e, em alguns casos, acesso em tempo real a câmeras e microfones. Sammy notificou o site The Verge e a própria DJI, que confirmou a falha e lançou atualizações automáticas de segurança. O modelo DJI Romo chegou a ser retirado da loja online após a repercussão.

Smart TVs, robôs aspiradores, smartwatches, câmeras de segurança e até aplicativos no celular podem expor informações importantes. Você já tinha pensado que poderia estar tão vulnerável a esse tipo de falha de segurança?


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(1) O aplicativo utilizado foi o strava que é uma rede social e plataforma de monitoramento para atletas e entusiastas de esporte. Ele permite registrar, analisar e compartilhar atividades físicas, conectando pessoas globalmente.

(2) servidor DJI - A empresa DJI ficou famosa no mundo inteiro fazendo os melhores drones do mercado, o seu servidor é o grande computador central que conecta todos os aparelhos da marca. Quando você usa um aplicativo no celular para controlar um produto, o seu celular conversa com esse servidor na internet, e o servidor manda a ordem para o aparelho. Recentemente, a DJI decidiu usar toda a tecnologia que aprendeu com os drones — como desviar de árvores, mapear terrenos e voar sozinhos — para criar robôs aspiradores de pó super avançados: a linha DJI Romo (como o Romo S, Romo A e as versões Romo 2).

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