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Da vergonha pública à confidencialidade – evolução das práticas escolares

⚘Oi, pessoal! 

Tudo certo por aí? Aqui, o frio me fez trocar o café pelo chá.  
E vamos ao tema de hoje: já repararam como éramos expostos antigamente no ambiente escolar?  

Eu nasci no final da década de 70 e tive professores de todos os estilos — alegres, sérios, leves, severos… uma verdadeira mistura.  

Quero destacar uma professora que marcou época na minha cidade, a bela Araguari, ela era considerada uma das melhores da cidade. Severa, séria e metódica, parecia ter uns 50 anos quando me deu aula. Discreta, passos curtos, olhar atento e quase nunca sorria.  

Sua metodologia era sempre igual, quase robótica: o caderno tinha que seguir uma estrutura rígida — títulos em caneta azul, conteúdo em lápis, tudo impecável. Antes das provas, havia inspeção dos cadernos com comentários anunciados em voz alta. Depois, as provas eram corrigidas e ordenadas por nota, e cada aluno era chamado para ouvir seu resultado diante dos colegas. E claro, quanto mais demorava para ser chamado, mais o coração acelerava… 

Na época, isso era visto como normal, até como incentivo para sermos mais organizados e estudarmos mais, será?

#ParaTodos - Imagem baixada do freepix  que contem uma pasta de documentos amarela com uma folha branca dentro e um cadeado metálico ao lado, simbolizando segurança e proteção de dados.”
  
Épocas depois entrei na faculdade e lá, a coordenação colocava mensalmente no mural uma lista dos alunos inadimplentes para cada curso. Ou seja, a situação financeira ficava exposta para todos os colegas.

Mas os tempos mudaram, hoje temos a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) - 13.709/2018, que considera informações financeiras, notas e registros acadêmicos como dados pessoais. Isso significa que devem ser tratados com confidencialidade, divulgados apenas de forma individual. Inclusive, meu filho fez 18 anos e agora só ele recebe suas notas da faculdade — os pais não têm mais acesso direto, afinal, ele já é maior de idade.  

E aí fica a reflexão: será que isso é exagero, um “vitimismo” sem necessidade, ou uma proteção importante para o bem-estar e a privacidade dos alunos?  
Comente! Quero saber sua opinião.

Um beijo, abraço, um queijo e boa semana para você!! <3
Glau!

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