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Entre ancestralidade e autoconhecimento

 Olá, pessoas!

Como vocês têm passado? Eu sigo na busca pela rotina perfeita — e vocês?

Sempre carreguei comigo uma gratidão imensa pela minha ancestralidade (afinal, sou fruto das pessoas que os tubarões não comeram — referência ao livro Escravidão, de Laurentino Gomes). Ao mesmo tempo, sempre tive um patriotismo muito forte e um prazer enorme em ser brasileira, desejando o melhor para o Brasil e para os brasileiros.

Quando surgiram os testes de DNA que revelam a cadeia ancestral por países, achei que não valia a pena investir em algo que eu já “sabia”: sou fruto da diáspora africana, do sequestro dos meus ancestrais. Não faria sentido pagar para confirmar isso.

Mas dois motivos mudaram minha visão:

1. Um amigo fez o teste e descobriu que sua maior ancestralidade vinha do leste da África — Moçambique, Quênia, Tanzânia. Eu nunca tinha imaginado essa rota, sempre associei os negros brasileiros da diáspora ao oeste africano (Angola, Nigéria, Benin, Senegal, Togo). Essa descoberta despertou em mim uma curiosidade enorme.

2. Uma amiga super saudável — nadadora, meia-maratonista, sem vícios — foi diagnosticada com uma doença geralmente ligada a maus hábitos. No exame de DNA, descobriu que era genética. Isso me fez pensar: o DNA pode revelar verdades invisíveis.

Foi aí que me rendi. Em novembro de 2025, navegando pelo Instagram, encontrei uma promoção de Black Friday para um exame completo de DNA e resolvi comprar.

O que me surpreendeu no resultado:

  1. 14% da minha ancestralidade é do leste da África.;

  2. 11% vem das Américas (Amazônia, Andes e América Central);

  3. Predisposição para atividades esportivas de força e explosão;

  4. Facilidade para ganhar massa muscular e maior densidade óssea;

  5. Menor predisposição a rugas faciais, mas tendência a “pé de galinha”;

  6. E o mais curioso: predisposição para dormir menos horas (foi o teste que disse, amigos rs).

Abaixo o resumo do meu DNA Ancestral:
#paraTodos Acima contém uma imagem com o resultado resumido do meu DNA Ancestral. Na imagem mostra a distribuição da minha ancestralidade em quatro grandes regiões do mundo: África: 69% — é a maior parte da sua origem, predominante no resultado; Europa: 16% — uma parcela significativa, mas bem menor que a africana; Américas: 11% — inclui regiões como Amazônia, Andes e América Central;Oriente Médio e Magrebe: 4% — uma contribuição menor, mas presente.

Em resumo: adorei ter feito. Para mim, é uma ferramenta de autoconhecimento em várias áreas, pois me ajudou a entender aspectos da minha natureza que por anos tentei negar.

E você, já fez ou faria o seu teste de DNA? Me conta nos comentários. Beijos e até a próxima prosa! Fonte complementar: https://revistapesquisa.fapesp.br/a-africa-nos-genes-do-povo-brasileiro/

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