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Mostrando postagens de maio, 2026

Não seja um Epaminondas: "causo" real contra o machismo

⚘  Oi, pessoa! Tudo bem por aí? Por aqui está tudo ótimo, apesar dos 17 °C com sensação térmica de 11 °C (socorro, cadê o sol?). Deixa eu te contar um “causo”: Fui falar com um moço — que chamarei carinhosamente de Sr. Epaminondas — sobre o meu carro. Ele me olhou e soltou: “Ah, é a namorada do Roberto, né? Falo com ele.” Pois bem. Seria injusto não dizer que o Roberto havia ligado antes para avisar que eu procuraria o Sr. Epaminondas. Mas o serviço era no meu carro, e não no dele. Roberto, coitado, é sempre muito atarefado: cuida da mãe centenária, dá aula em várias escolas e, justamente nesse dia, tinha uma prova no ABC depois de aplicar outra na faculdade no extremo leste da cidade. No meio do trajeto, começou a receber uma enxurrada de mensagens do Sr. Epaminondas sobre o carro. E o que o Roberto fez? Me ligou, explicou que já tinha conversado com o moço e pediu que ele tratasse diretamente comigo. Repassou as mensagens e pronto. A partir daí, o Sr. Epaminondas passou a falar...

Da vergonha pública à confidencialidade – evolução das práticas escolares

⚘Oi, pessoal!  Tudo certo por aí? Aqui, o frio me fez trocar o café pelo chá.   E vamos ao tema de hoje: já repararam como éramos expostos antigamente no ambiente escolar?   Eu nasci no final da década de 70 e tive professores de todos os estilos — alegres, sérios, leves, severos… uma verdadeira mistura.   Quero destacar uma professora que marcou época na minha cidade, a bela Araguari, ela era considerada uma das melhores da cidade. Severa, séria e metódica, parecia ter uns 50 anos quando me deu aula. Discreta, passos curtos, olhar atento e quase nunca sorria.   Sua metodologia era sempre igual, quase robótica: o caderno tinha que seguir uma estrutura rígida — títulos em caneta azul, conteúdo em lápis, tudo impecável. Antes das provas, havia inspeção dos cadernos com comentários anunciados em voz alta. Depois, as provas eram corrigidas e ordenadas por nota, e cada aluno era chamado para ouvir seu resultado diante dos colegas. E claro, quanto ...

Conectados e expostos

⚘ Oi, pessoal! Vocês estão bem?? Por aqui, chuva, frio, café na mão.... Bora para mais um texto sobre segurança? Afinal a tecnologia resolveu inúmeros problemas, agilizou tarefas operacionais e aproximou pessoas que estão distantes. Entretanto, também esconde vulnerabilidades que nem sempre percebemos. Quero compartilhar dois “causos” que ilustram bem isso. O primeiro aconteceu dias após os ataques dos EUA e Israel ao Irã. O presidente francês, Emmanuel Macron, ordenou: “Diante dessa situação instável e das incertezas dos próximos dias, determinei que o porta-aviões Charles de Gaulle, seus recursos aéreos e sua escolta de fragatas se dirigissem para o Mediterrâneo.” No dia 3 de março, duas semanas depois dos ataques, um militar a bordo do porta-aviões francês resolveu correr 7 km dentro da embarcação sem desativar o smartwatch. Ele publicou o treino em um aplicativo de corrida (1) que compartilha localização com todos os usuários. Resultado: a posição estratégica do porta-aviões ficou...

Presente para Roberto - escrito por Gláucia

  Oi, pessoas! Como estão? Por aqui tudo bem, e vamos ao nosso texto da semana. Somos duas almas que decidiram se unir para atravessar juntas os caminhos da vida. Nem sempre são fáceis, mas quando estamos lado a lado, o apoio se torna mais forte e o fardo mais leve. Temos a semelhança de sermos pessoas muito racionais, mas também algumas diferenças marcantes — e entre elas, a diplomacia e a forma distinta de enxergar o mundo. Na diplomacia, somos quase opostos: eu, calma, observadora e estratégica; ele, visceral, colérico e resolutivo. Fizemos um acordo simples, mas poderoso: conversar sempre quando estivermos tranquilos e escolher com cuidado as palavras. E tem funcionado. #ParaTodos foto do casal Gláucia e Roberto no Rio de Janeiro em Novembro de 2023. Quanto à maneira diferente de ver o mundo, darei um exemplo: Lembro de uma experiência no Rio de Janeiro, no início das nossas férias de 2023. Roberto precisou provar que era ele mesmo quem havia feito a reserva de um hotel. (Obse...

Presente para Gláucia - escrito por Roberto Vaver

  Apesar de vir de uma família de pessoas brancas, convivi com pessoas negras desde a minha infância, mas pode ficar tranquilo que eu não partirei para o famoso clichê “não sou racista, até tenho amigos negros”, porque tenho consciência que a proximidade pessoal com pessoas negras não elimina o racismo que existe em nossa sociedade e que todos nós carregamos, mas o fato é que sempre convivi com pessoas negras, aprendendo a respeitar e a admirar estas pessoas, por serem pessoas dignas de respeito e admiração, independentes da cor da sua pele. A minha mãe sempre cobrou de mim que pedisse a benção a algumas pessoas negras que ela tinha em alta consideração e respeito, uma delas, inclusive, ela me ensinou a chamar de “vó” desde pequeno (“vó Dulce”), porque ela a considerava como uma mãe, por tê-la ajudado muito quando do nascimento de meus irmãos mais velhos e pela admiração que tinha por ela. Agora a Gláucia me pediu (como presente de aniversário....) que escrevesse um texto sobre c...