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Não seja um Epaminondas: "causo" real contra o machismo

⚘ Oi, pessoa! Tudo bem por aí?

Por aqui está tudo ótimo, apesar dos 17 °C com sensação térmica de 11 °C (socorro, cadê o sol?).

Deixa eu te contar um “causo”:
Fui falar com um moço — que chamarei carinhosamente de Sr. Epaminondas — sobre o meu carro. Ele me olhou e soltou: “Ah, é a namorada do Roberto, né? Falo com ele.”

Pois bem. Seria injusto não dizer que o Roberto havia ligado antes para avisar que eu procuraria o Sr. Epaminondas. Mas o serviço era no meu carro, e não no dele.

Roberto, coitado, é sempre muito atarefado: cuida da mãe centenária, dá aula em várias escolas e, justamente nesse dia, tinha uma prova no ABC depois de aplicar outra na faculdade no extremo leste da cidade. No meio do trajeto, começou a receber uma enxurrada de mensagens do Sr. Epaminondas sobre o carro.

E o que o Roberto fez? Me ligou, explicou que já tinha conversado com o moço e pediu que ele tratasse diretamente comigo. Repassou as mensagens e pronto.
A partir daí, o Sr. Epaminondas passou a falar comigo — sério, profissional, meio contrariado, mas foi até o fim do serviço.

#ParaTodos - Foto do site freepix que possui uma mulher negra com cabelo crespo preso ao alto, de aparência séria que levanta a palma da mão em gesto de recusa, dizendo ‘pare’, vestida de forma casual com gola alta, demonstrando interesse em algo enquanto tenta acalmar alguém e pedir que pare ali.”
Fim do “causo”.

Mas por que resolvi contar isso hoje?

No livro Os Meninos São a Cura do Machismo, Nana Queiroz fala sobre como criar meninos para que cresçam com um olhar antimachista e atitudes que reflitam respeito e igualdade. Uma das frases mais marcantes é: “O machismo é como um vírus: ninguém escolhe ser contaminado, mas todos podem buscar tratamento.”

E o Roberto foi cirúrgico nessa situação. Mesmo atolado de tarefas, ele percebeu o desconforto que senti ao ser tratada como “a namorada do Roberto” — como se eu fosse incapaz de decidir sobre o meu próprio carro — e tomou a decisão certa: orientou o Sr. Epaminondas a tratar comigo diretamente.

Ou seja, ele identificou o machismo e agiu para mudar o cenário.
Não sei se o Sr. Epaminondas percebeu que também precisa rever sua forma de lidar com as clientes, mas um passo já foi dado. Sobre o Roberto teve uma atitude linda, educada e firme — um exemplo de como pequenas ações ajudam a construir um mundo com menos machismo.

Agora quero saber: você já presenciou ou viveu uma situação em que alguém agiu contra o machismo?
Compartilha comigo!

Um abraço, beijo e queijo — e uma semana incrível pra você!

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