Desde março minha rotina virou de cabeça para baixo — e uma das mudanças mais marcantes foi o retorno ao home office. Curioso, né? Enquanto muitas empresas estão apostando no modelo híbrido, eu fui na contramão: voltei a trabalhar 100% de casa. Muita gente ainda acredita que produtividade só acontece sob o famoso “olhar do chefe”, como se eficiência dependesse de vigilância constante. Mas, para mim, trabalhar em casa é sinônimo de produção, qualidade de vida e saúde. Antes, eu morava a 17 km do escritório e gastava 1 hora para ir e até 2h30 para voltar. Era outra cidade, outro ritmo, e no fim das contas, um desgaste enorme. Mesmo com um plano de academia oferecido pela empresa, eu raramente conseguia ir: nos dias em que não trabalhava no site, o corpo só pedia descanso. As alternativas de transporte também não ajudavam. Fretado não valia a pena para apenas dois dias na semana, dirigir era cansativo e o transporte público parecia uma maratona: ônibus lotado, duas baldeações e, p...
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