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Quando a tecnologia erra, quem paga?

⚘Oi, pessoa!  

Como você tem passado? Por aqui sigo inspirada nos versos de Geraldo Vandré: “caminhando, cantando e seguindo a canção”.

Essa semana me deparei com uma história que mistura tecnologia, segurança e… injustiça. Já ouviu falar do Smart Sampa?

O sistema foi implantado pela Prefeitura de São Paulo e usa câmeras e inteligência artificial para monitorar a cidade 24 horas por dia. A ideia é boa: identificar pessoas desaparecidas, foragidos da justiça, ajudar em acidentes, monitorar trânsito e até prever alagamentos. Tudo integrado com polícia, defesa civil e detran. Parece coisa de filme futurista, né?


#ParaTodos imagem gerada em IA ilustra o Smart Sampa, um sistema de gestão urbana inteligente em São Paulo. Ela combina uma central de controle em primeiro plano com uma vista da cidade ao fundo, ambas repletas de elementos tecnológicos. Na central de controle: Operadores sentados em mesas monitoram uma grande parede de vídeo com a inscrição "Smart Sampa - Monitoramento e gestão urbana". O painel exibe um mapa da cidade com ícones para câmeras, trânsito, segurança e iluminação, além de gráficos de dados. Ao redor da central: Linhas digitais brilhantes e ondas de Wi-Fi conectam a central a diversos elementos urbano. No fundo: A Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira e o horizonte da cidade de São Paulo são visíveis sob um céu de fim de tarde. Linhas de dados conectam a central de controle a diferentes partes da cidade, simbolizando a integração e o monitoramento em tempo real.

Mas aí vem o lado preocupante: nos últimos 7 meses, Ailton Alves de Sousa, um homem negro de 41 anos que mora em Heliópolis, foi confundido quatro vezes com um foragido do Mato Grosso. Quatro vezes! 

O motivo? Ele tem o mesmo nome do foragido, mas sobrenome diferente (um com “s”, outro com “z”), apesar de idade e até nome da mãe distintos. Mesmo assim, foi levado à delegacia para “averiguação” em todas as ocasiões.

A prefeitura afirma que o sistema não errou, já que usa dados oficiais. Mas na prática, quem sofre é o Ailton, que hoje vive com medo, registra seus passos no celular e já foi abordado em casa, no trabalho e até quando levava a mãe ao hospital.

O Smart Sampa já mostrou resultados positivos, mas também escancara um problema antigo: o viés racial presente em tecnologias de reconhecimento facial. Isso mostra que, além de investir em inovação, é preciso treinar melhor os sistemas e atualizar constantemente os cadastros para evitar injustiças.
E você, oque acha dessa nova tecnologia em São Paulo? Já foi beneficiado ou não por ela?

Fui. Um beijo, um queijo!!

Fontes:


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