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Tirando a fantasia da felicidade corporativa

 Voltei!

Dezembro sempre é muito corrido e este janeiro também foi intenso, então me permiti umas férias dos textos. Mas agora, em fevereiro, resolvi dar meu ar da graça e compartilhar uma nova experiência que estou vivendo: estou me preparando para desfilar em uma escola de samba no carnaval.

É algo que eu sempre quis fazer, mas não conhecia como tudo funcionava. Posso dizer que é um misto de treino, disciplina, pontualidade, felicidade, animação e hierarquia. E digo mais: é incrível ser liderado por pessoas que amam, verdadeiramente amam o que fazem e todo aquele universo.

Diante disso, resolvi fazer um paralelo com o mundo corporativo. Nosso país, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), está entre os que apresentam maior prevalência de ansiedade, e o burnout já é considerado um problema de saúde pública. Então surge a pergunta: onde estamos falhando?




#ParaTodos A imagem gerada por IA mostra um desfile vibrante e cheio de energia de uma escola de samba no Sambódromo, durante a noite.No centro da pista, destaca-se uma passista sorridente com uma fantasia luxuosa repleta de penas douradas, laranjas e pretas. Ao lado dela, outras passistas usam fantasias igualmente elaboradas e coloridas, em tons de azul e amarelo.Logo atrás, homens da bateria vestem calças brancas e camisas estampadas, tocando repiques e tamborins decorados com a bandeira do Brasil. Ao fundo, um enorme e imponente carro alegórico ricamente decorado brilha sob os refletores.As arquibancadas, localizadas nas duas laterais da avenida, estão completamente lotadas de pessoas que acenam e celebram. A iluminação forte da avenida reflete no chão molhado, destacando a atmosfera festiva, colorida e alegre do Carnaval.


Não quero responsabilizar ninguém, mas provocar reflexão. Sejam líderes ou liderados, por que estamos transformando algo que deveria ser leve — apesar da responsabilidade — e prazeroso — apesar da disciplina — em um verdadeiro fardo para garantir o sustento? Turnos exaustivos, cobranças excessivas, pouco reconhecimento, salários baixos e metas impossíveis parecem compor o combo da insatisfação.

Aqui entra a Teoria dos Dois Fatores de Frederick Herzberg: ele explica que existem fatores higiênicos (como salário e condições de trabalho) que evitam insatisfação, mas não geram motivação. Já os fatores motivacionais (como reconhecimento, realização e propósito) são os que realmente trazem satisfação e engajamento. No carnaval, mesmo com regras rígidas e disciplina intensa, os integrantes encontram motivação no propósito coletivo, na alegria e na paixão pelo desfile.

Será que não poderíamos aplicar esse mesmo olhar ao mundo corporativo? Em vez de apenas controlar e cobrar, buscar formas de tornar o trabalho significativo, reconhecido e prazeroso. Assim como em uma escola de samba, onde cada integrante tem seu papel coordenado e coreografado, mas realiza a atividade com felicidade, talvez possamos encontrar caminhos para tirar “nota 10” em evolução e harmonia, deixando o nosso enredo de vida mais feliz.

Um cheiro, um queijo para todos! Inté! Gláucia R Costa

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