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Pokémon Work! Será que você também trabalhou em troca de Pikachu?

Oi turma, tudo bem? 

Aqui tudo bem... e ai?

E vocês, gostam de joguinhos de computador ou celular?  Eu, como sou das antigas, me prendo raramente a um sudoku, uma paciência spider e olhe lá…  

Mas hoje o tema é um jogo que foi (e continua sendo) um fenômeno mundial: Pokémon Go!  Você conhece, joga ou já jogou?  

Esse jogo foi lançado mundialmente em Julho de 2016 pela empresa Niantic, Inc. e era um aplicativo exclusivo para celulares.  Resumidamente, consistia em capturar, batalhar, domesticar e treinar criaturas virtuais chamadas Pokémon, que apareciam na tela do jogador usando realidade aumentada via câmera do celular.  

Em 2016, mesmo com vários problemas técnicos iniciais, o jogo foi baixado mais de 500 milhões de vezes em todo o mundo. Foi responsável por popularizar os jogos baseados em geolocalização e realidade aumentada, além de estimular a atividade física dos jogadores e movimentar negócios locais.  Com o tempo, recebeu várias atualizações e ganhou acessórios, como a famosa pulseira Pokémon Go, que permitia jogar sem precisar usar o celular o tempo todo.  

O que muitos usuários não sabem é que, ao jogar, foram geradas 30 bilhões de imagens, usadas para criar um mapa hiperpreciso do mundo real.  

Nos termos de contrato e privacidade da Niantic, estava lá (em nada menos que 47 páginas!) que o escaneamento era voluntário, mas concedia à empresa direitos amplos e vitalícios sobre as imagens enviadas. Ou seja, o “inocente joguinho” tinha um propósito bem maior.  Esses dados foram tratados e deram origem a um Sistema de Posicionamento Virtual, capaz de reconhecer visualmente lugares e se localizar comparando o que “vê” com o banco de dados — sem usar GPS.  

#ParaTodos imagem gerada pelo IA da Magnific.com que mostra uma grande estátua do Pikachu posicionada ao ar livre, entre dois arranha-céus modernos de vidro. O personagem amarelo com bochechas vermelhas, orelhas pretas e cauda em forma de raio contrasta de forma divertida com o cenário urbano sofisticado, criando uma cena que mistura cultura pop com arquitetura contemporânea.

E para que tudo isso?  

Hoje, esses dados são usados para que robôs de entrega autônomos levem comida em cidades como Los Angeles, Chicago e Helsinque. Também servem para treinar uma IA de navegação autônoma usada em drones militares norte-americanos e muitos outros mais que estão por vir.

Conclusão: por 10 anos, cerca de 230 milhões de pessoas  achavam que estavam brincando, mas na verdade estavam trabalhando arduamente para alimentar o banco de dados de uma empresa de inteligência artificial.  

E vocês, acreditam que a Niantic foi a única empresa de IA que usou a inocência de um jogo para atualizar seus banco de dados? Comente!

Boa semana para vocês! Um grande abraço, um beijo e um queijo!

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