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Pioneirismo frustrado

Oi Turma!
Tudo bem com vocês?
Como passaram ? Comigo tudo bem...

Vocês já imaginaram se as escolas públicas brasileiras focassem no futuro do aluno, assim como as escolas particulares? Promovendo simulados com provas do vestibular e do ENEM, além de avaliar passo a passo como os estudantes estão se desenvolvendo para estarem prontos para estudar nas melhores universidades do país?  

Essa realidade não estava tão distante no Brasil. O MEC (Ministério da Educação) credenciou uma plataforma adaptativa, que utiliza inteligência artificial, para milhões de estudantes de escolas públicas. Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo participaram de um projeto piloto, validando a tecnologia a partir da mensuração do aprendizado nas redes públicas.  

O projeto tinha como foco os alunos do 3º ano do Ensino Médio. Veja como a plataforma funcionava:

  1. Diagnóstico e simulado:  Inicialmente, os alunos realizavam um simulado para avaliar seus conhecimentos nas quatro áreas do ENEM, com o auxílio de IA para identificar suas lacunas.  

2. Personalização do estudo:  Com base no diagnóstico, eram criados planos de estudo personalizados, com trilhas específicas para cada estudante, levando em conta seus erros e acertos.  

3. Algoritmo TRI (Teoria de Resposta ao Item):  O algoritmo sugeria exercícios de nível mediano; se o aluno acertasse, o próximo exercício era mais difícil, e, se errasse, mais fácil. A cada erro, a plataforma oferecia uma explicação teórica complementar, ajudando o estudante a evoluir por conta própria.  

4. Painéis de evolução: Tanto os alunos quanto os professores tinham acesso a painéis de acompanhamento. Os estudantes podiam monitorar seu progresso, enquanto os professores avaliavam o desempenho geral, podendo complementar o que fosse necessário na sala de aula.  

5. Autonomia:  A plataforma, acessível via web, permitia que o aluno usasse de acordo com sua disponibilidade. Além de oferecer novas matérias periodicamente, revisões eram feitas para garantir que os estudantes não esquecessem conteúdos já estudados.  

Os resultados foram mensurados em dois aspectos:  

1. Comparação das notas do ENEM entre as escolas participantes do projeto piloto e as demais escolas públicas tradicionais.  

2. Avaliação do tempo de resposta dos alunos, segundo o algoritmo TRI, para determinar quando um assunto foi realmente dominado.  

E os resultados foram bastante positivos:  

- Aumento real na nota do ENEM.  

- Aceleração do aprendizado, especialmente para estudantes com defasagem.  

- Redução na taxa de erros em tópicos específicos.  

- Maior engajamento fora do período escolar.  

#ParaTodos - Mulher orienta duas jovens estudantes diante de um notebook em uma biblioteca clássica com móveis de madeira. À esquerda, uma aluna negra de blusa amarela segura uma caneta. Ao centro, a tutora aponta para a tela. À direita, uma aluna de cabelos castanhos observa atenta, com a mão da mulher em seu ombro. Na mesa há livros, cadernos e uma luminária verde. A iluminação é calorosa e o ambiente é focado.

 Essa plataforma foi implementada em 2016, durante o governo Dilma, sob a gestão do ministro Aloizio Mercadante. Na época, foi firmada uma parceria entre o MEC e uma startup que disponibilizava a plataforma.

Hoje, o sistema da startup evoluiu bastante e continua sendo utilizado por diversas escolas, como:  

  • Rede Magno / Colégio Magno (São Paulo - SP): uma das pioneiras na adoção da plataforma para personalização de estudos e diagnósticos.  
  • Colégio Bandeirantes (São Paulo - SP): usa ferramentas da plataforma para acompanhamento de métricas e planos de estudo individuais.  
  • Colégio Visconde de Porto Seguro (São Paulo - SP): integra soluções digitais ao método adaptativo no apoio ao aprendizado.  
  • Colégio Oswald de Andrade (São Paulo - SP): combina a plataforma com propostas pedagógicas construtivistas e ativas.  
  • Colégio Santo Agostinho (Rio de Janeiro - RJ): utiliza o ecossistema adaptativo para reforço e preparação de alunos do Ensino Médio.  
  • Colégio Marista (diversas unidades): várias unidades usam a plataforma como apoio ao material didático e avaliação contínua.  
  • Colégio Master (Fortaleza - CE): aplica a tecnologia em simulados estilo ENEM, com correção TRI e identificação de lacunas.  
  • Colégio Bernoulli (Belo Horizonte - MG / unidades parceiras): adota ferramentas de diagnóstico para turmas de preparação para vestibulares e ENEM.  

Ah esqueci de dizer, essa revolução na educação com tecnologias de IA foi descontinuada no Governo do Michel Temer e nem Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva se interessaram em retorná-la ao MEC.

Por hoje é só. O que vocês acham das escolas públicas terem acesso a ferramentas avançadas para transformar o ensino? Concordam?  

Um grande abraço, beijo e queijo!  

Fonte: https://guiadoestudante.abril.com.br/enem/mec-lanca-programa-de-preparacao-para-o-enem/#google_vignette

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